Conectados, mas muito distraídos

Estamos vivendo uma das maiores singularidades da história da humanidade. Nunca uma geração de jovens teve de disputar tanto por espaço na…

sociedade como a atual.

Já comentei aqui no blog alguns fatores que justificam esse momento: primeiro, o aumento da expectativa de vida, fruto de avanços na ciência e tecnologia, que permitiram o maior acesso a medicamentos e tratamentos para um número cada vez maior de pessoas.

Com esse aumento da expectativa de vida, as pessoas descobriram que, além de viver mais, terão de trabalhar mais. Por isso é muito comum ver os atuais veteranos, entre 45 e 60 anos, que deveriam estar preparando-se para a aposentaria, voltando a estudar e reciclando-se para continuarem competitivos no mercado de trabalho;

Segundo, os avanços tecnológicos, principalmente da informática, estão proporcionando uma inclusão por meio de sistemas e programas cada vez mais intuitivos e acessíveis para qualquer pessoa, de qualquer idade. Ou seja, a vantagem que o jovem tinha de conhecer e dominar a tecnologia está diminuindo;

E por fim, os jovens de hoje foram criados em condições muito protegidas e privilegiadas. Os veteranos buscaram proporcionar aos filhos melhores condições e mais possibilidades de alcançar a felicidade, disponibilizando mais recursos, acesso à informação e infraestrutura de apoio. Criaram condições para que os jovens priorizassem os estudos, adiando a entrada no mercado de trabalho.

Todos esses fatores nos trazem à um contexto muito favorável, pois o jovem de hoje é bastante ambicioso. Ele já trabalha com uma realidade muito boa e desenvolve-se com o objetivo de superá-la, ou seja, quer ter mais do que os próprios pais. No entanto, por ser mais preservado, cuidado e protegido, acabou desenvolvendo uma fragilidade comportamental para frustrações. Diante de uma fracasso, ele desconsidera a possibilidade de persistir e, normalmente, prefere buscar outro desafio.

Atualmente, os jovens compõe a geração mais conectada da história, mas está um pouco distraída, não percebendo o momento singular que comentei no começo do texto, sem falar nas possibilidades que podem alcançar. Acredito que eles precisam de um tipo de apoio especial. Por isso escrevi meu novo livro, “Conectados, mas muito distraídos”.

capa conectados baixa

Uma narrativa com seis personagens em busca de autoafirmação e de um caminho; cinco conceitos poderosos, capazes de modificar percepções; um mentor idealista, preparado e disponível. Uma mistura de teorias consagradas do comportamento humano e da estratégia de carreiras com as angústias e dúvidas comuns à geração que agora chega ao mundo do trabalho. Conceitos que ajudam o jovem a descobrir o que realmente quer.

Neste livro, o jovens encontraram o apoio que os veteranos tiveram durante sua juventude, mas que agora, talvez também por se distraírem com suas próprias conquistas, acabaram se omitindo de realizar.

Fonte: exame.abril.com.br | http://abr.ai/28YM2at

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